— Sei lá, ele gostava? — Perguntei sem me importar. Jongin era sim bem grudento e obediente quando estava comigo, mas nunca percebi esse possível "sentimento" a mais que poderia existir.

  — Pra mim parecia que gostava.

  — Ah, você deve ser maluca.

  — Muito tempo convivendo com você. — Ela disse de forma passiva agressiva e acabei rindo. — Agora vamo logo terminar esse banho porquê senão o horário de café da manhã vai acabar e eu tô cagada de fome.

  — Okay, eu também.

  Graças a pressa da tailandesa, não gastamos toda a água do mundo. Depois que nos secamos e trocamos de roupa, descemos até o saguão do hotel, onde o café da manhã era distribuído. Lalisa pegou o que ela queria comer e eu também, nos sentando na mesa perto da varanda que dava vista para a praia.

  — Aliás, vamo na praia hoje? Acho um pecado vir pra Jeju e não aproveitar a praia. — Ela comentou de forma engraçada e concordei, antes de dar uma mordida no meu sanduíche.

  — Pode ser, só preciso comprar o biquíni. Me ajuda a escolher?

  — Ajudo, ô se ajudo. — Ela disse de forma sugestiva e senti meu rosto queimar.

  — Tarada! — Exclamei chocada arremessando o guardanapo nela que começou a rir.

  — Eu não disse absolutamente nada, você que tem mente poluída. — A tailandesa se defendeu com o dedo levantado e por meio segundo pensei em jogar meu suco de uva na cara dela.

  — Vagabunda. — Xinguei de graça e ela arregalou os olhos.

  — Nossa nossa, desistiu de ser romântica? Se fosse uma aposta eu já teria ganhado. — Ela me provocou e senti minhas orelhas queimarem, agora de frustração.

  — Você tá se achando muito pra alguém que gozou em três dedada, hein? — Provoquei em resposta e ela ficou chocada.

  — Ow, ow, ow. Olha a putaria em pleno café da manhã, tenha modos. — Lalisa disse ainda chocada, apesar do rosto avermelhado. — E desculpe se não sou uma máquina de sexo, acabo derretendo mais rápido quando é uma mulher gostosa.

  Acabamos rindo juntas. O funcionário do hotel – o qual não parecia ter nem 20 anos direito – que se aproximava de nós com uma jarra de água, deu meia volta assim que ouviu a nossa conversa, parecendo tentar não rir.

  Me encolhi na cadeira quando percebi isso, tampando o meu rosto com as mãos e resmungando em descrença.

  — Caralho, eu não acredito.

  Lalisa riu de mim, mas parecia estar igualmente constrangida.

  — Nossa, você ama passar vergonha, né? — Ela questionou escondendo o rosto e eu grunhi em revolta.

  — É sempre quando eu tô com você, peste!

  — Ai, minha nossa, sempre eu, a culpa nunca é sua né. — Lalisa reclamou de forma dramática e eu quase joguei um prato na cabeça dela. — Mas não se preocupe, princesinha, esse aqui foi em tom depreciativo, nem vem... Vamos comprar seu biquíni e mergulhar em águas frias.

  — Puta merda, é inverno, né?

  — Não minha filha, é o verão invertido. Por que você acha que tá frio pra caralho, hein?

  — Que estúpida, sua mãe não te deu educação não? — Perguntei revoltada e ela abriu a boca como se fosse falar alguma coisa, mas rapidamente se interrompeu. — O que você ia mandar? Era pesado? Você desistiu. — Comentei rindo.

Namorada do Meu PrimoOnde histórias criam vida. Descubra agora