chapter one

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NUNCA ESTOU FAZENDO ALGO Interessante

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NUNCA ESTOU FAZENDO ALGO Interessante. Não me orgulho, claro. mas meu cotidiano é entediante; acordar, estudar, escrever e dormir. Às vezes eu estudo a língua espanhola, mas nunca algo profundo, e hoje não foi diferente; lá estava eu, escrevendo ideias para o 'livro' que eu tenho que entregar no meu curso de Letras. Mas meu raciocínio foi totalmente quebrado por ouvir um barulho alto da televisão do meu vizinho.

— Não acredito..._ Murmurei para mim mesma me levantando da cadeira onde eu me encontrava. Coloquei a mãos nas minhas têmporas em desdém.

Essa não e a primeira vez dessa semana que o meu vizinho me atrapalha colocando o volume no máximo e eu nunca reclamei com ele, pois ele e novo aqui, mas hoje eu estou tão estressada que ele irá ouvir muitas coisas. Saí do meu quarto, que também servia como escritório, e deixei a casa, pisando firme. Era evidente que eu não estava no meu melhor humor. Quando fiquei de frente a casa do meu vizinho eu toquei a campainha mais de três vezes. Ele demorou para abrir, e quando abriu, a minha raiva desapareceu, eu fiquei sem graça, ele era muito bonito! Como que eu iria falar um 'A' com ele sem gaguejar ou ficar vermelha que nem um tomate.

— O que quer?_ Ele perguntou com uma voz monótona, me olhando de cima abaixo com uma expressão de tédio.

Ele era alto, bonito e frio! Fazia totalmente o meu tipo. Mas eu suspirei não mantendo o contato visual com ele.

— E.. Você poderia abaixar o volume? Não estou conseguindo ter ideias para o meu livro com esses barulhos de jogos._ Disse simples enquanto brincava com meus dedos vergonhosamente.

Ele me olhou com certo desgosto enquanto franzia a sobrancelha.

— Você tem certeza que o problema e a minha televisão que está no volume máximo? Ou você que não consegue se concentrar por si só?_ Ele perguntou, de braços cruzados. Fiquei sem reação enquanto tentava formular algo para responder, mas sem sucesso, então ele prosseguiu. — Bom, se era só isso, tchau._ Ele fechou a porta na minha cara, deixando-me plantada ali.

— Mas... Que menino abusado!_ Disse comigo mesma, retirando tudo o que eu havia pensado sobre ele ser bonito. Dei um chute na porta dele e sai correndo para o meu apartamento.

Não estava acreditando! Ele nem fez questão de abaixar o volume, acho que está até mais alto! Cerrei os dentes, enquanto eu voltava para o meu quarto; resolvi pegar meus materiais e ir para uma cafeteria local para escrever na calmaria.

QUEBRA DE TEMPO
⁠ノ⁠♡⁠ノ⁠

Depois de um tempo escrevendo, eu resolvi voltar para casa, eu só queria dormir, não consegui pensar em nada, além da merda do rostinho bonito e cansado do meu vizinho. Paguei o que eu tinha pedido na cafeteria logo voltei para casa, avoada e correndo, xingando mentalmente todos que olhavam para mim.

— QUE MERDA._ Chutei a porta da minha casa entrando enquanto bufava. Depois de me acalmar e fechar a porta, sentei no sofá, pensativa.

Ok, talvez ele seja muito barulhento, isso me deixa de mal humor, mas talvez eu possa fazer amizade com ele, né? Assim ele terá dó e piedade, e não deixará o volume no máximo– espero que meus pensamentos estejam corretos.–

NOTAS AUTORAIS

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RS EU TO AMANDO E VOCÊS?

Meu vizinho -  Nagi seishiro Where stories live. Discover now