Steffan me levou para aquele território Killer, aquela cancha a qual eu já conhecia, no caso. Mas, ele foi mais além, ele foi me puxando violentamente junto com uns quatro homens que vinham atrás, quando percebi estávamos em um beco escuro, onde nenhum carro seria capaz de passar, pois era muito estreito, então tínhamos que caminhar.
Minha boca estava com fita adesiva e minhas mãos amarradas, quando ele foi colocar aquelas coisas todas perguntei porque toda aquela frescura e Steffan disse que era questão de segurança. Patético. O que eu poderia fazer? Gritar não adiantaria em nada, e em relação às minhas mãos, jura que eu iria conseguir fazer algo contra aqueles homens.
No fim do beco havia uma grade, a qual Steffan abriu com facilidade, tinha uma entrada secreta para outro beco, então nós continuamos à caminhar , caminhar e caminhar. Logo avistei um mato, o que fez meu corpo estremecer. Entramos naquele mato e seguimos uma longa trilha, eu já não estava aguentando mais, sentia tudo quanto é tipo de picada de inseto em minhas pernas, não sei se era paranóia ou verdade mesmo. Logo vi uma casa enorme solitária no meio daquele mato, pelo o que eu via, a casa havia uns três andares.
Se aquele era o alojamento dos Killers, eu queria ver qual era o dos Canadians, lembrei que eu nunca tinha ido no alojamente deles. Nem sabia se eles tinha um lugar de encontro, eles eram tão tipo ''foda-se se tivermos que nos reunir em um shopping para marcar um assalto, ou arrastão, ou uma briga, nós nos reunimos'' mas óbvio que eles tinham um lugar adepto para isso.
Jimmy abriu a porta da casa e me empurrou para dentro, havia mais uns vinte homens lá dentro. Merda, nunca que eu conseguiria sair de lá.
Em seguida, estava só eu e Steffan, ele me levou para uma sala que ficava no terceiro andar, no final do corredor. O que me deixou com um pouco de medo, confesso. Quando Sttefan abriu a porta pude ver que era um quarto, onde continha uma cama de solteiro e uma pequena televisão. Ele me empurrou na cama, fazendo eu cair sentada sem poder me levantar por causa que eu continuava com as mãos amarradas, e também sem poder falar. Ele saiu sem dizer nada e fechou a porta.
Depois de uns trinta minutos ele voltou, e eu continuava na mesma posição, ele tinha um copo com água nas mãos. Logo tirou a fita de minha boca, mas antes fez eu prometer que não gritaria. Será que ele não entendia que mesmo se eu gritasse não ia adiantar porra nenhuma pois estávamos no meio do mato? Burro.
- Toma, você está nervosa. - Ele se fez de bonzinho, o que me enojou totalmente.
- Não vem pagar de menino bom, porque você é um babaca, Steffan, você realmente virou um monstro.
- Não, Jú, não. - Ele tentou se defender. - Só não suporto ver você com aquele cuzão do Mota.
- Não se meta na minha vida, otário. - Gritei.
- Você não está entendendo as coisas... - Ele começou a mudar sua expressão novamente, ficando um tanto rebelde.
- O que eu não entendo, Steffan? - Perguntei.
- Se Mota pode tê-la, eu posso tê-la muito mais. - Ele disse se abaixando até mim, que estava sentada naquela cama, e ficando cara a cara comigo, eu tentava virar meu rosto mas ele não deixava, tentava fazer algo que o afastasse, mas minhas mãos estavam amarradas. Então só conseguia ficar virando o rosto o máximo possível para não ter que encará-lo.
- Não, você não pode. - Falei em relação Steffan ter dito que poderia me ter muito mais que Mota.
- Ah, é? Então vamos ver. - Steffan começou a beijar meu pescoço.
- Para Ste...- Ele me calou tentando me beijar, mas só tentando, pois eu mantinha minha boca intacta, não dando passagem para a sua língua, ele não aceitou aquilo e se afastou um pouco me dando um tapa estalado no rosto. Eu já estava acostumada, ultimamente o que eu mais levava era tapa na cara. Era o terceiro já.
- Se eu quiser beijá-la, você tem que me beijar, e não ficar de paritária. Entendeu? - Steffan grito, eu não o reconhecia mais. - Ou se não... - Ele passou sua arma pela minha cabeça.
- Eu morro. - Completei, revirando os olhos. - Já vi esse filme antes. - Falei lembrando das ameaças de Mota, mas eu sabia que Mota nunca me mataria, já Steffan, bom... Eu saberia a resposta se ele ainda fosse o mesmo.
- Exato, gosto da sua esperteza. - Ele disse com um sorriso malicioso nos lábios. - Agora me beije.
- Não. - Falei.
- Que cacete mesmo. - Steffam disse. - Não complique as coisas, não quero ter que estourar seus miolos.
- Foda-se, eu não quero você, quero o Mota. - Falei de um jeito infantil.
- Mota nunca vai chegar aos meus pés, Júlia. - Ele disse confiante.
- Eu acho que é ao contrário. - Disse o desafiando, e levei outro tapa, mas esse foi tão forte que fez o canto da minha boca sangrar. - Idiota. - Gritei.
- Essa sua convivência com Mota está te deixando bem afiadinha, mas pode causar sua morte, cuidado. - Steffan disse.
- Ameaças de morte é o que eu mais recebo. - Falei piscando para ele.
- Pena que ninguém finaliza esse convite. - Ele disse. - Mas eu posso mudar isso.
- Você não me mataria. - Falei semicerrando os olhos.
- Ah é? Por que não?
- Eu faço parte da sua vida, Sttefan. Você me ama lembra? Eu lembro direitinho de quando você disse que sempre me amou. - Ri irônica. - Sem contar, que éramos melhores amigos de infância e uma parte de você odiaria me ver toda furada no chão. Você não teria coragem. - Falei confiante.
- As pessoas mudam. - Ele disse.
- Não ao ponto de matar a melhor amiga.
- Você não é mais minha melhor amiga, há muito tempo, ainda mais agora que você anda para o lado do inimigo.
- Não sei se você percebeu, mas...Você é o inimigo. - Na real, os dois eram.
- Eu não me importo.
- Mota é melhor que você, apenas aceite isso. - Impliquei, o que não foi uma boa ideia, Steffan deu uma risada debocha, e eu preferia mil vezes a risada debochada de Mota.
- Eu vou provar que não. - Ele disse indo até a porta, a trancando e vindo até mim novamente, desamarrando minhas mãos. Logo ele me deu um empurrão fazendo-me cair com tudo novamente na cama e subindo em cima de mim me imobilizando. Merda, eu precisava de Mota. Será que ele estava bem?
Steffan começou a beijar meu pescoço, logo encontrando meu lábios e para facilitar as coisas, dei passagem para a sua língua, tentei imaginar Mota, mas não era a mesma coisa nem de longe. Empurrei Sttefan e pedi para ele parar.
- Eu dou as ordens aqui. - Ele disse sério.
- Me deixe ir embora, Steffan. Por favor. - Implorei reprimindo o choro.
- Não antes de me dar prazer. - Ele disse mordendo os lábios. - Você não sabe o quando eu te quero, Júlia...- Ele disse roçando o nariz eu meu pescoço. - Mas vou ser legal, você escolhe como vai fazer isso. - Se esse era o jeito para eu sair dali, tudo bem. Eu não era mais nenhuma virgenzinha, santinha ou coisa e tal, me mantive no pensamente de estar fazendo aquilo por mim, e então resolvi fazer o mais fácil para apagar o fogo de Steffan, sexo oral.
- Abaixa as calças. - Falei, eca, era Steffan, ele era realmente muito bonito, sua pele branca, cabelos encaracolados, olhos castanhos, realmente era atraente, porém, eu não me sentia nem um pouco atraída por ele, não sentiria prazer em vê-lo sentindo prazer, isso eu tinha certeza.