Depois de seu término totalmente conturbado com Angela, Jessica parte enfim em direção a sua tão sonhada faculdade. Yale a espera depois de dias estudando e virando a noite até o amanhecer, ela tinha conseguido, contrariando a todos que disseram o...
"esteja preparada para si mesma e para o tamanho do universo que habita em você.
por vezes ele explode e escapa.
e faz vítimas.
ou melhor: humanos..."
-textos cruéis demais para serem lidos rapidamente
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É um fato de que com o passar do ensino médio foi ficando mais díficil pra mim ignorar tudo a minha volta, mas sem sombras de dúvida ficou mais fácil para digerir minha situação atual. Eu iria terminar a escola e só queria saber de uma faculdade, se eu continuava lésbica? sim. Se meus país continuam religiosos e vão acabar me expulsando de casa como ja foi dito milhares de vezes? sim também. Se eu continuo apaixonada pela minha melhor amiga hétero? com certeza, mas, eu tenho noção que nada disso vai importar quando eu finalmente tiver minha própria faculdade, conseguida por mérito próprio e horas seguidas sem dormir, redações sem fim e muito, muito choro. Porque o mundo é mutável e eu quero ver quantas coisas me aguardam nesse longo caminho que irei percorrer, principalpalmente agora que o ensino médio está terminando e eu não faço idéia do que fazer, eu queria saber, como aquelas pessoas que nascem com apenas um propósito e qualquer outro caminho parece estranho e impensável, porque, quando sabemos se estamos acertando? quem decide quando estamos sonhando alto demais, quando algo é impossível? quem toma essas decisões além de nós mesmo? Como escolher algo que vai mudar a minha vida, algo em que vou trabalhar por todos os meus dias, vou me dedicar, vou amar com cada partícula do meu ser, contudo, sou inconstante, ja quis ser cozinheira, psicóloga, marinheira,médica e deus sabe que é verdade, eu realmente pensei em alguma etapa em ser prostituta, mas olhando agora, eu me sinto perdida, tendo que mandar inscrições, fazer provas, eu não sei onde me encaixo. Uma vez eu sentei pra conversar com a lua, porque ela e eu somos parecidas, temos fases e fases e foi um papo até interessante, meio unilateral, mas revelador, sem julgamentos, ela apenas continuou la, brilhando em toda a sua graça enquanto me ouvia falar sobre todos os meus problemas e foi como se uma luz dentro de mim ligasse, uma porta cheia de possibilidade se abrindo "eu percebi que amava a vida, com suas formas incostantes e suas milhões de facetas e o que melhor a se fazer do que estuda-la?", eu não queria me prender, eu não podia, minha alma sendo como o vento, eu nasci para ser livre e queria continuar sendo até meu último suspiro.No fim, decidi que faria loucuras e que mostraria ao mundo, que se o der um pouco de amor, ele te recompensa com um caminho brilhante em todos os aspectos, eu iria pensar alto, sem medo de cair como geralmente,seria só um garota lutando por seu futuro e estudando sobre a vida. Meu plano era começar com medicina, uma das partes mais importantes e díficies para a sobrevivência, depois iria para a biologia e química, estudando tudo que constitui o mundo como nosso mundo e então, física , estudando as leis naturais de todas as nossas facetas mundiais, quero criar meus próprios projetos, me escrever em uma expedição a lua quem sabe, afinal, o universo é o limite.
Noa próximos meses que vieram após a minha escolha, eu trabalhei incasávelmente, me inscrevi em faculdades de peso e apresentei propostas, também troquei correspondência com a diretora de Yale, que se mostrou muito ansiosa em nosso futuro incerto, claro que eu vi outras possibilidades, troquei correspondência com outras faculdades, mas nenhuma me prendeu como a grade curricular de yale, que se mostrou muito interessada em meu boletim escolar e meu cronograma de viagem até meu objetivo final. Depois de meses de correspondências e conversas, muitas cestas de presentes recebidas e jantares em outras cidades ,eu tinha minha decisão, as incrições finais se abririam em pouco tempo e eu estava dividida em apenas 3 faculdades, mas me foquei em manter minha presença e boletim intactos para que nada dê errado nos meus planos.
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Era um fato que eu estava distante de todo mundo, em especial Angela e meus pais, eu estava centrada, estudava durante a manhã, trabalhava durante a tarde e terminava meus planejamentos a noite, meus país nunca estão em casa e quando estão é apenas para brigar, mas eu sei que a culpa não é inteiramente deles, eles idealizaram um futuro completo para mim desde que nasci, futuro esse que eu não pretendo seguir, eles queriam que eu segui-se em forks como a boa filha que sou, trabalhasse em um emprego medíocre, me casasse com alguém como Mike Newton e trabalhasse na loja de sua família pelo resto da vida, sem nunca sair de forks. Então é claro que teve um embate quando eu anunciei que faria faculdade fora...
Estávamos sentados na mesa de café da manhã e eles estavam falando sem parar sobre algo da igreja deles e eu estava encarando meu garfo pensando porque merdas eu resolvi nascer... a porta soou das batidas e eu levantei saltitante em finalmente poder sair daquela merda de mesa, abro a porta e vejo george, o entregador de Forks com duas enormes cestas cheias de coisas para comer, abro um sorriso.
-bom dia george!- estendo a mão e pego a prancheta que foi estendida em minha direção e assino meu nome depois de passar os olhos lendo rapidamente.
- bom dia menina Jessica, isso é pra você- ele me passa as cestas e eu quase caio pra trás enquanto tento equilibrar tudo e o entregar a prancheta, Gerge acena ao entrar no carro e eu entro fechando a porta com o pé e caminhar até o balcão que dividia a cozinha da sala de jantar vendo meus pais me encarando.
- um adimirador secreto filha?- minha mãe ri contente.
- não sei, deixa eu ler os cartões- pego os cartões de ambas vendo ser de minhas duas primeiras opções de faculdade-uma é de yale e outra de harvard.
dou um pulinho de alegria desajeitado e me concentro em abrir as cestas que tinham meu sonho de consumo em forma de comida, tudo do bom e de melhor, viro para perguntar se eles querem algo e me assusto com a expressão no rosto deles.
- ta tudo bem?
- por que não senta aqui jessica?- minha mãe aponta o lugar que eu estava sentada anteriormente, me sento deixando meu corpo cair na cadeira ja imaginando a merda que seria- eu e seu pai andamos conversando sério de uns tempos prá ca...
- sobre o que exatamente?- escoro meus cotovelos na mesa e meu queixo nas mãos.
- quando você começou a falar sobre faculdade, imaginamos que você se acalmaria sozinha e perceberia que não é uma boa idéia consequentemente, mas como isso não aconteceu, como seus pais nossa obrigação dizer que é melhor esquecer jess, é muito longe, porque não tenta algo mais local sabe, a faculdade de forks tem um bom cúrriculo.
- de fracassados você quis dizer né? -dou uma risada ironica- porque não disseram nada, eu falei que estava conversando com as diretoras de havard e yale a meses!
- nós achamos que era só fogo de palha querida, não imaginamos que eles iriam mandar cestas e presentes, a gente nem sabia que eles faziam isso!
- bom, quando é para Jessica Stanley eles fazem, além do mais, aqui em forks não tem o que eu preciso em biomedicina e física quântica.- penso ter encerrado o assunto.
- não está na hora de ser um pouco mais realista jessica, isso não é brincadeira,é o seu futuro, como pretende se manter la?eu e sua mãe não poderemos ajudar pra sempre, escolha algo certo e duradouro aqui em forks e nós te apoiaremos!- meu pai toma as rédias da situação.
- O problema é dinheiro? saibam que eu ja recebi uma bolsa totalmente gratuita em todas as minhas possibilidades para faculdade e todos sabemos que eu trabalho desde cedo e tenho economias que não são poucas, não sejam hipócritas ao falar de dinheiro, isso não combina com ninguém aqui...
meu pai da um tapa na mesa e eu pulo de susto
- a questão não é só essa Jessica, leve isso a sério- minha mãe tenta acalmar a situação.
- pelo visto eu sou a única que está levando isso a sério- reviro os olhos- se a questão não é essa.. é a durabilidade é? querem que eu apodreça nessa cidade, sem ter aonde ir, casada com alguém meia boca e com cinco filhos com... deixa eu advinhar, Mike Newton- ao ver a cara deles eu me exalto- nem pensar, eu sozinha consegui vaga em duas grandes universidades renomadas e com certeza vou preferir isso a me casar com alguém como Mike.
- eu pensei que gostasse dele- a claro, só temos um problema, ele é homem ! - não queremos brigar, só queremos o melhor pra você.
- O melhor pra mim é ir pra faculdade que eu escolher, sendo ela de onde for e eu pretendo fazer isso com ou sem o apoio de vocês, mesmo não sendo o que eu queria, não vou deixar que tirem essa oportunidade única de mim - me levanto da mesa pegando minhas cestas decidindo não dividir nada - e só para que vocês saibam, eu prefiro a morte a me casar com Mike Newton.
Depois desse dia nos afastamos de vez, eu achei que eles iriam voltar atrás e me apoiar, eles viram o quanto eu lutei para conseguir essa chance, mas parece que suas vontades vem antes de tudo, inclusive de mim e eu que não iria ceder, não depois de ir contra meu maior medo que é enfrentá-los.
"aqueles que realmente te querem bem não te puxam para baixo, eles te impulsionam, indo contra a gravidade por você, porque nenhum sonho é bobo ou impossível quando se quer de verdade"
- unicopanda
meses depois desse acontecimento quase nada mudou, eles nunca estão em casa, só voltam durante os finais de semana e as vezes nem voltam, eu estava realmente me sentindo sozinha, mas reparei que nenhuma solidão é tão ruim como aquela dentro e você, eu não sei exatamente onde eu deixei de me importar com a solidão e sim abraça-la, como se fosse uma grande amiga, mas eu sei que me fez bem, me fez entender que nada é melhor do que estar consigo mesmo, me fez me conhecer e perceber coisas que nunca sonhei em saber, descobri que estar só, não é sinônimo de coisas ruins, porque é preciso tempo e vontade para ver aquilo que realmente importa, aquilo que é ínvisivel a olho nú, que grita no fundo do meu âmago "sou mais eu agora do que jamais fui, agora que vejo as plantas, que enxergo as cores, que guio meu rumo e danço lentamente na chuva, que sorrio para o mundo e sei que não quero ser amada por muitas, mas sim ser amada intensamente'', eu aprendi o verdadeiro significado do auto-conhecimento, conhecer a ti mesmo antes que alguém dite tua vida, tuas cores e te transforme em um espelho, onde tudo que se reflete é aquilo que querem ver de você...
Se isso significava que eu não surtava mais? não, eu ainda sou a jessica, que tem medo de escuro e era alérgica a massinha na infância, a jessica que nunca aprendeu a andar de bicicleta porque os pais estavam ocupados, aquela jessica intensa, que sorria e chorava ao mesmo tempo ao ver uma série ou um anime e quem sabe ao ler um livro, porque sempre se envolvia demais, aquela jessica que se apaixonou pela melhor amiga, que se descobriu lésbica e morreu de medo que alguém descobrisse. Mas agora, eu sei que se alguém souber, tudo bem, porque isso faz parte dessa jessica,que ainda tem medo de dirigir, que ama chocolate e amendoim,que um dia quer ver a lua e as estrelas tão de perto que se esticasse os braços e olhasse bem, pareceria que os estava segurando, cara, como eu me apaixonei por essa jessica.
"Quando criança, fui diagnosticada com uma doença que fazia meu coração bater mais forte.
talvez fosse uma metáfora de como eu seria dali pra frente: acelerada''
- textos cruéis demais para serem lidos rapidamente
papos com a autora
-olá, como anda a vida de vocês nesse dia de hoje?espero que muito bom e se não estiver, espero que melhore, pensem positivo e bebam bastante água.
-repararam que com o tempo nossa querida Jess está percebendo a importância do autodescobrimento? pois é galera, não pulem etapas, aproveitem cada segundo como se fosse o último, porque não é possível viver duas vezes a mesma coisa como se fosse a primeira vez.
- A Jess encontrando o caminho do seu futuro e enfrentando seus país foi tudo pra mim, pra mais alguém?
- não se esqueçam que nenhum caminho ou sonhos é impossível se você realmente quiser e correr atrás, pode ser difícil?sim, mas se continuar lutando, uma hora a recompensa vem.