01 | wine and karaoke

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A felicidade estava do lado de fora da minha janela

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A felicidade estava do lado
de fora da minha janela.

THE FRAY | HAPPINESS

      As paredes pintadas de azul tiffany do meu quarto estavam começando a me deixar estonteada ou apenas eu é que estava ansiosa de mais enquanto encarava a tela escurecida do celular com as pernas cruzadas sobre o meu colchão em posição de yoga...

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      As paredes pintadas de azul tiffany do meu quarto estavam começando a me deixar estonteada ou apenas eu é que estava ansiosa de mais enquanto encarava a tela escurecida do celular com as pernas cruzadas sobre o meu colchão em posição de yoga, roendo a unha numa vã tentativa de diminuir a ansiedade que aflorava em mim.

Dylan e eu vinhamos nos falando com bem mais frequência desde o beijo na noite da apresentação no teatro e isso fazia cerca de quase uma semana, no entanto eu não imaginava que termos o nosso primeiro encontro de verdade como um casal me deixaria nervosa a ponto de sentir meu estômago revirar como se eu estivesse numa montanha-russa de verdade.

Claro, eu já havia vivenciado alguma sensação parecida, como na noite de Romeu e Julieta quando amontoados de olhos curiosos marcaram a pobre protagonista acanhada que escondia seu nervorsismo evitando encarar a numerosa platéia espectadora, mas, tratando-se de garotos, nunca.

Possivelmente porque eu nunca havia andado sequer perto da possibilidade de vivenciar um relacionamento sério com alguém, e só ponderar a hipótese ainda me causava alguns calafrios.

Respirei fundo conforme avaliava o meu visual através do espelho oval à esquerda da cama, ponderando se eu estaria formal ou informal de mais à ocasião levando em conta que o Scott havia feito o favor de não me contar o lugar para onde iríamos aquela noite.

Levei um susto quando meu celular finalmente bipou sobre a cama para anunciar o recebimento de uma nova mensagem na qual eu logo averiguei. Nela, o ex Empire Fox informava que estava me aguardando lá embaixo e foi naquele momento que as minhas mãos começaram a suar de nervoso.

O clima friento de inverno me levou a optar por mais uma peça por cima do suéter, então apanhei um sobretudo e complementei com o retoque no gloss com o auxílio de um espelho de mão.

Direcionei os passos até a porta onde minha visão foi prontamente fisgada por um moreno alto e charmoso que virou de frente para mim ao notar a porta sendo aberta atrás de si.

          

Dylan alinhou sua jaqueta corta vento nos ombros e liberou um sorriso doce para mim antes de guardar suas mãos nos bolsos da jogger bege que trajava.

— Boa noite, loirinha.

— Boa noite, Scott — eu puxei a porta atrás de mim para caminhar até ele e o cumprimentar com um abraço e um beijo caloroso o qual precisei ficar na ponta dos pés para executar.

— Animada pra melhor noite da sua vida? — Scott usou a mão pra afastar uma mecha teimosa do meu cabelo e eu esbanjei um sorriso nervoso.

— Isso depende — tirei as mãos que laçavam a cintura do jogador que se pôs a caminhar rumo ao conversível vermelho estacionado alguns passos de nós para abrir a porta para mim. — Mas acho que pode ser divertido.

Brinquei ao final.

Dylan pisou no acelerador do Dodge Viper e em poucos minutos estávamos numa espécie de bar subterrâneo que eu nem sabia que existia na cidade.

Minha mão foi abordada pelo aperto da palma do jogador que conduziu os passos pelo underground exorbitante e abarrotado de pessoas.

O recinto comportava várias mesas ocupadas, uma adega corpulenta de bebidas caras atrás de uma bancada de mogno sutilmente avantajada e algumas banquetas.

Dylan e eu acabamos dando sorte ao encontrar uma mesa vazia ao lado do pequeno palco de karaokê e o jogador estendeu o tablet com o menu virtual a mim para que eu escolhesse alguma bebida e uma entrada para a noite. O meu queixo quase foi a chão ao notar os valores das comidas no menu e eu me vi indecisa sobre o que escolher.

— Quer uma ajuda? — Dylan deixou escapar um riso enquanto eu mordia o lábio encarando o tablet um pouco evidentemente assustada, talvez.

The Beatles melodiava ao fundo com um de seus grandes hits: Don"t let me down, conforme Dylan averiguava as sugestões da noite no menu virtual as quais unanimemente concordamos a pedir depois de algumas olhadelas.

Saboreamos alguns petiscos antes do prato principal, jogamos ainda muita conversa fora, e em instantes Dylan e eu estávamos rindo na proporção em que aproveitávamos a nossa segunda taça de vinho.

— Está mesmo me dizendo que foi pra cama com a Daphne aquela noite por
achar que estava rolando algo entre o Dustin Danvers e eu? Ah não, Scott.

Dylan havia acabado de fazer a pior confissão de todas, a qual fez minha barriga doer de tanto rir, já que só a possibilidade era no mínimo absurda. Dustin e eu nos conhecíamos desde o inicio do outono passado, quando eu resolvi ajudar a minha melhor amiga num daqueles dias difíceis no Kehoe's e ele estava com um grupo de amigos aparentemente calouros na faculdade.

O Dustin acabou esbarrando em mim quando passava com uma bandeja de pedidos enquanto deixava o banheiro e acabou manchando sua camisa com macchiato gelado.

Me desculpei mais vezes do que me lembro diante daquele destrambelho e prometi para mim mesma que não mais me sujeitaria a tal generosidade, ainda que a Zoey choromingasse ou se ajoelhasse diante dos meus pés.

Danvers riu o tempo todo da minha maneira alvoroçada de lidar com a situação e se tratando de um mundo pequeno, ainda nos barramos muitas outras vezes por ai, contudo, não no sentido literal. Dustin era super gente boa e fugia de relacionamentos como eu fugia de uma vida social agitada, ou seja, as nossas chances como um casal eram completamente nulas.

— Eu devo estar bêbado pra estar te contando isso agora — Scott passou suas mãos pelo rosto em um de seus gestos comuns de acanhamento e eu gargalhei sequencialmente a sua fala.

With You #2 Kde žijí příběhy. Začni objevovat