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Annika estava chorando, a Shimizu estava com os olhos vermelhos e não parava de chorar, Mikey olhou aquilo e imediatamente seus olhos foram para Keisuke Baji, o moreno desde que ela chegou estava sempre com certa ignorância.
— O que aconteceu aqui? — Mikey diz sério ao entrar na cozinha.
— Ela não sabe corta uma cebola — Baji diz surpreso ao apontar pra Annika — UMA CEBOLA!
Mikey olhou para seu pequeno Sol, Annika estava esfregando os olhos que não parava de sair lágrimas. Kazutora se aproximou e molhou as mãos na água da torneira, então após pedir licença passou as mãos molhadas nos olhos de Annika massageando devagar os limpando.
— Não sei por que a surpresa — Kazutora diz a Baji — Ela não precisa fazer nada, os outros fazem.
— Eu sinto muito Baji — Annika sussurrou — eu entreguei tudo…
— Estragou foi a cebola — Baji olhou para a tábua de corta — pobre cebolinha.
— O que aconteceu? — Emma diz ao entrar na cozinha e ver Annika com os olhos vermelhos e o rosto coberto de lágrimas— KEISUKE SEU DESGRAÇADO O QUE VOCÊ FEZ?
Emma pegou o rolo de massa e correu atrás do moreno pela cozinha, conseguindo acerta ele algumas vezes ouvindo os gritos do moreno.
— EU NÃO FIZ NADA, ESSA DOIDA ASSINOU A CEBOLA
— EU VOU ASSASSINAR É VOCÊ E VENDER SEU CABELO.
Annika começou a rir daquela situação estranha, enquanto Mikey estava no batente da porta escorado sobre a madeira, observando aquele sorriso, seus olhos se encontraram, e as bochechas da garota se tornaram um rosa mais forte, Annika usou falhamente Kazutora como escudo.
{…}
Após o almoço, a garota ajudou a lavar a louça e em seguida a guardar, mas assim que foi para Sala, Viu Kokonoi.
— Koko!
— Anny.
Os amigos se abraçaram fortemente, Kokonoi acariciou os fios loiros de Annika aliviado por ver a amiga tão bem e radiante, pois era exatamente assim que ela parecia. Radiante como o Sol, seus olhos foram para Mikey que estava observando a interação de ambos.
— não trago boas noticias — Kokonoi sussurrou ainda abraçando Annika
— Eu avisei que isso ia da merda — Baji diz com seriedade
— Inui, esta planejando invadir o Submundo — Kokonoi diz e o coração de Annika acelerou
Mikey permaneceu em silêncio, com uma expressão neutra em seu rosto, seus olhos continuaram serenos mesmo quando Kokonoi disse aquilo com extrema dor.
— Aquele cara pretende invadir, pra pegar a Barbie? — Baji diz
— Ele disse as autoridades que Annika foi levada dele, depois dele se tornar o pretendente oficial — Kokonoi olhou para a loira — Ele está disposto a vim aqui a qualquer momento.
O submundo era maravilhoso, Annika tem estado há três dias naquele lugar e já se sentia parte da família, Mesmo sobre as brigas de Baji, o cuidado de Draken, a amizade das meninas e o amor de Mikey, ela se sentia em casa em tão pouco tempo podendo chamar aquele lugar de Lar.
Ela aprendeu a cortar cebola, a lavar louças, coisas que apenas os servos devem fazer se tornou algo mágico para ser feito com cada um deles com suas diferentes personalidades.
— Se ele invadir, vocês estarão em perigo — Annika se pronuncia — me deixe voltar com Kokonoi.
Mikey olhou para a loira a expressão em seu rosto endureceu no mesmo instante, enquanto mantinham os olhares um no outro.
— Não me peça isso — o Sano sussurrou
Annika olhou para Kokonoi e mordeu os lábios.
— Por favor Manji, vocês me acolheram mesmo sabendo que isso poderia acontecer, se eu ficar não apenas o Submundo mais a classe média irá sofrer também. — Annika o olhou tentando transmitir toda a sua preocupação em seu olhar
— você não entende que meu poder é limitado? — o Sano a olhou com misto de emoções — se você sair dessa Área, eu não vou conseguir te proteger.
Nos olhos do Sano, haviam muito mais do que emoções confusas, havia Medo. Se Annika retornasse para a Nobreza seu poder e autoridade seriam zero, ele não poderia fazer nada e só de pensar nisso Mikey era consumido pela raiva.
— Anny — Kokonoi a olhou — Khorosho podumay(pense bem)
Os que estavam presentes se entre olharam ao ouvir Kokonoi falar em Russo.
— u menya yest' plan (eu tenho um plano) — A garota respondeu com um sorriso
Mikey não tinha poder na Nobreza assim como ela não tinha poder no Submundo.
Mas quando estavam em seus lugares de Reinado, ambos eram Invencíveis.
{…}
Annika estava no quarto, olhando as luzes da cidade a noite, as vozes, os risos até mesmo o latido e os miado dos animais. A música alta de uma festa de criança, ou a música alta de uma festa com corridas, ela havia se acostumado a esses sons, a essa cidade noturna.
Mikey caminhou na direção da Loira, suas mãos rodearam sua cintura num aperto que a fez suspirar ao sentir cada partícula do seu corpo se render a aquele toque. Suas costas encostaram contra o peito do Sano, enquanto ele deslizava seus lábios por seu pescoço.
— Não pense em nada — Mikey sussurrou ao parar em seu ouvido, com a voz extremamente sensual e aveludada — Sinto que nada que eu faça vai te impedir de sair.
— Sinto falta da Yume, dos meus funcionários da minha casa — Annika sussurrou — mas aqui é o meu lar, aqui eu me sinto realmente em casa.
— Fique aqui comigo — Mikey sussurrou — Eu vou te proteger, mesmo que ele venha com um exército.
— Você tem seu povo — Annika sussurrou ao se virar frente a frente para Mikey, o Sano estava com os cabelos completamente soltos caindo sobre seus ombros, enquanto seus olhos podiam transmitir mais do que palavras a serem ditas — Eles não precisam se envolver nisso.
Mikey acariciou o rosto delicado de Annika, se aproximando cada vez da garota e quebrando a distância que ainda existia entre eles, seus lábios se aproximaram em um terno beijo carregado de emoções, deslizando suas linguas com lentidão uma contra a outra, esquecendo tudo e todos apenas para esse momento.
O Sano subiu a mão pela camisola de Annika, sentindo a curva generosa que seu corpo possuía, a loira não rejeitou em nenhum momento, apenas se deixando levar sobre o Sano.
Conforme o toque acontecia, o beijo ia se tornando mais intenso, e o desejo falava por eles, sobre aqueles olhos cristalinos Mikey podia ver o seu mundo.