Boruto e Mitsuki - Sangue quente, sangue frio

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(Ship pedido pela(o) @Escada_rolante, sorry pela demora, kkkk)

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"Animais endotérmicos são aqueles cuja temperatura corporal é gerada mediante o próprio metabolismo, não conforme as mudanças no meio onde vivem. A maioria dos mamíferos são endotérmicos e possuem temperatura por volta dos 36/37 graus célsius, sendo esta normalmente maior a do local onde estão. Isso permite que esses animais explorem todos os tipos de ambientes sem sofrer muito bruscamente, pois podem se adaptar. Por exemplo, um cão pode ser levado de um clima temperado para um glacial, todavia tendo a precaução de reforçar sua pelagem ou até criar maior massa de gordura, como os ursos — um dos artifícios que a maioria dos animais têm.

Porém, opostamente, na natureza também existem os animais ectotérmicos, estes que..."

— Terra chamando Baka-Boruto! Sai logo daí, temos que voltar para a pousada, shannaroya!

Boruto levou o folheto que lia para longe do rosto e encarou a furiosa garota em sua frente, um claro sinal de que ele havia irritado um bicho muito perigoso.

Ele se apressou em pular do corrimão congelado onde se equilibrava, afundando imediatamente no manto de neve branca e fofa que se formava sobre o chão. Baforadas opacas flutuaram ao redor de seu rosto, sendo levadas pela brisa com cheiro de chuva.

Para aquela missão, o Time 7 viajou para o País da Neve, seguramente a viajem mais longa que Boruto já fizera em toda a sua vida, porém até ele admitia que a paisagem invernal proposta por aquele longínquo país era de cair o queixo, então valeu a pena passar tantas horas confinado em um trem, pois agora ele conseguia encarar a densa floresta de pinheiros cobertos de neve e as altas colinas congeladas ao fundo, como se abraçassem a paisagem.

Por outro lado, enquanto ele estava ocupado demais deslumbrado com o ambiente, seus companheiros claramente tinham opiniões opostas. Sarada, em primeiro lugar, não parou de resmungou nem por um miserável instante desde que chegaram a cabana que Konohamaru insistiu em chamar de pousada. Para a Uchiha, o chão rangia demais, havia goteiras em todos os cantos possíveis e — ao que dizia — mesmo o mais forte jutsu com Katon não seria suficiente para trazer um pouco de calor àquele local desolado.

Konohamaru, por outro lado, evidentemente tentando manter sua pose de adulto, o tempo todo conversava com os nativos da região, que aparentemente não compreendiam tudo o que eles diziam. Bem, o Sarutobi poderia tentar esconder a verdade o quanto quisesse, entretanto Boruto já havia compreendido:

Eles estavam perdidos.

— Certo, galera, tenho uma notícia boa! — bradou o sensei ao retornar, apesar de que seus alunos não possuíam nem um pingo da fagulha entusiasmada que ele divulgava — Há uma hospedaria muito boa perto daqui, só vamos precisar andar um pouquinho.

— Defina esse "um pouquinho", por favor... — Sarada resmungou, seu tom de voz já beirava a ameaça pura.

— Bem, talvez alguns minutos...

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— O quê? Pera aí, Konohamaru-sensei. — Entrando na discussão, Boruto ergueu uma das mãos ao céu, indicando as grandes e ferozes nuvens que se mexiam pelo céu como plataformas vivas. — Aquilo são cumulonimbus, logo vai nevar!

— Nossa, de onde você tirou essa palavra? Por acaso seus miolos já congelaram, Baka-Boruto? — Sarada brincou, ela realmente não pareceu dar nenhuma importância para o que o colega disse, preferindo voltar a discutir com o sensei.

— Ah, qual é?! Sempre que eu digo algo inteligente ninguém me dá atenção, dattebasa!

Chutando os montes de neve, o loiro passou a resmungar para longe dos amigos, sem realmente se importar para onde estava indo. Ele esperava que Sarada e seu senso de lógica inabalável logo viriam puxá-lo pela orelha, então simplesmente prosseguiu com sua destruição mal-humorada.

— "Kumuroninbus..."

Junto ao sussurrar do vento, outra voz chegou perto de Boruto quando ele estava prestes a subir novamente no corrimão congelado. O loiro virou-se para seu, até então, quieto amigo, Mitsuki, o qual o encarava com olhos curiosos de mel esmaltado.

— Se diz "cumulonimbus", vê? — O loiro se abaixou um pouco para que Mitsuki pudesse espiar o panfleto que tinha em mãos. — São... Bem, elas aparecem quando muitas nuvens se aglo-aglomeram e então podem se transformar em tempestades ou nevascas!

É claro que a falta de certeza na voz do amigo passou despercebida por Mitsuki, que apenas achou tudo aquilo muito interessante. Ou assim teria feito, caso os tremores de algumas horas atrás não persistissem em rastejar por debaixo de sua pele fervorosamente.

Enquanto Boruto divagava mais um pouco — aproveitando-se de sua plateia —, Mitsuki curvou-se sobre o corrimão com estalagmites de cristal. Ele sentiu a garganta fechar por rápidos instantes e seu peito ruiu de uma forma desconfortável, largando baforadas de ar frio misturadas com uma tosse seca.

Para piorar um pouco as coisas, assim que se afastou do corrimão, já ciente de que alguma coisa estava errada, Mitsuki encarou o tom azulado que as falanges de seus dedos começavam a assumir, tornando as unhas mais escuras, quase roxeadas.

E aqueles tremores? Ele não deveria estar tremendo, ora! Não havia ameaça à espreita ou qualquer outra coisa que pudesse oferecer perigo aos seus instintos, porém a cada nova rajada de vento, mais o garoto sentia vontade de embrulhar-se naquele seu reles yukata numa tentativa tola de obter... calor?

Seu progenitor havia lhe dito alguma coisa sobre isso em algum momento, não é? Algo sobre baixas temperaturas... Mitsuki não conseguia se recordar, tudo o que conseguia fazer, naquele momento, era ficar imóvel.

— Olha, Mitsuki! Está nevando!

O tom eufórico do amigo saiu despercebido, pois o azulado só conseguia se ater a sensação de que, de pouco em pouco, farelos incômodos e gelados se aglomeravam sobre as partes expostas da sua pele. Seu rosto parecia quente, os dedos estavam leves demais, assim como os joelhos, prestes a se dobrarem contra a sua vontade. As, agora, longas baforadas que escapavam de seus lábios avermelhados pareciam pedaços de nevoa.

E, por fim, enquanto seus lábios murmuravam algo inaudível, seus olhos vacilaram e Mitsuki tombou para a frente.

Para a frente do muro de gelo.

— Mitsuki...?!

Por uma fração crucial de segundo, Boruto conseguiu agarrar a manga do yukata azul de Mitsuki, apesar deste já estar claramente inconsciente. O loiro ainda tentou gritar para seus outros companheiros, porém bastou um olhar rápido para compreender que os lindos flocos de neve que viu antes já haviam se tornado uma nevasca. E, como a gravidade funciona de formas surpreendentes, Boruto logo constatou que não conseguiria aguentar o peso de seu amigo sem se equilibrar em nada — obviamente.

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