Capítulo 3

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Sina acordou cedo, no horário de costume, abrindo lentamente os olhos ainda sonolenta se dirigiu para o banheiro quando parou seu trajeto de caminho olhando pro quarto.

Mas que droga que eu estou fazendo na casa do Noah? - Pensou alto olhando ao redor reconhecendo o quarto do amigo.- Me lembro de ter ido pra casa e... - Murmurou pensativa para si própria. - Oh merda meus pais vão me matar... Dormir aqui sem avisar, eles já devem estar com a guarda marinha atrás de mim! - Aumentou o tom de voz. Sina franziu o cenho.- Droga, fiquei rouca... - Dessa vez sussurrou pigarregando notando que sua voz estava grossa.

A menina não pensou duas vezes e saiu do quarto ainda aturdida e sonolenta. Desceu as escadas a procura da saída, tinha que ir embora urgentemente e sairia dali sem acordar ninguém. Foi quando seu reflexo lhe chamou atenção no espelho que adornava na parede naquela grande sala. Franziu mais a testa e regressou alguns passos. A primeira coisa que fez foi arregalar os olhos petrificada, observou cautelosamente se aquilo que seus olhos teimavam em lhe mostrar não passava de um sonho. Lentamente subiu as mãos de encontro ao seu rosto apalpando-o, agora tinha certeza de que aquilo não era um sonho... Era um pesadelo!

Sina abriu a boca horrorizada e começou a gritar esteticamente. Seus olhos ainda no espelho que lhe mostravam o reflexo de seu amigo Noah. Gritou, gritou cada vez mais alto.

- Filho o que houve?! Você está bem? - Questionou uma Wendy recém acordada com a gritaria descendo as escadas de pijama quase tropeçando nos próprios pés, totalmente assustada.

Sina ainda continuava com seus olhos arregalados. Ela não respondeu, apenas se limitava a fitar o reflexo no espelho.

- Filho? Por que estava gritando? - Se aproximou evidentemente preocupada tocando no ombro do que supostamente deveria ser seu filho. Não houve resposta para as suas perguntas.

- Isso não pode esta acontecendo... - Sibilou quase inaudível. Ouvir aquela voz grossa que não era dela, a deixava ainda mais apavorada.- Se eu estou aqui então o Noah está... - Sussurrou pensativa e sem terminar seu raciocínio, dirigiu-se rapidamente até a porta com passos rápidos. Ela só não esperava cair. Não estava acostumada com aquelas pernas longas. Se levantou novamente pegando a primeira calça que viu pelo caminho. Wendy olhava aquela cena confusa.

- Aonde você pensa que vai a essa hora? - A mulher perguntou ao vê-lo abrir a porta

- Não se preocupe Senhora Wendy, está tudo bem! - Respondeu por fim nada convincente com a voz terrivelmente trêmula.

Tentou se acalmar saindo pela porta deixando a mulher aturdiada e ainda mais confusa no meio da sala.

- Senhora Wendy? - Murmurou confusa.

(...)

Alex e Franklin como todas as noites depois do jantar, ficavam na sala em frente a lareira conversando sobre coisas banais, acompanhados de um bom vinho, o que fazia eles irem dormir sempre mais tarde o que resultava também eles acordarem mais tarde na manhã seguinte. A loira sempre os recriminava por conta disso. Pois dizia que todos devemos ter no mínimo oito horas de sono. Mas hoje agradecia por isso, entrou na casa com muita facilidade com as chaves extras que seus pais deixavam escondidas em um dos jarros de flores no jardim. Fechou a porta tentando não fazer um barulho se quer. Seus pais estavam completamente desmaiados no chão da sala. Andou com suas novas longas pernas subindo as escadas com cautela. Se eles acordassem estaria morta por ser pega no flaga. Afinal, o que o garoto fazia ali naquele horário? Chegou em frente a sua porta e começou a bater tentando fazer o mínimo de barulho possível.

- Noah, abre essa porta. - Sussurrou e bateu na porta novamente.

Se amaldiçoou por sempre dormir com a porta do quarto trancada, pois gostava de privacidade mas nesse momento ela queria mesmo era arrombar aquela maldita porta e tinha certeza que conseguiria.

Se Eu Fosse VocêWhere stories live. Discover now